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Todas as mensagens, inclusive as mais atuais, estão no blog principal do Pr Julio Soder:


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Escrito por Pr Julio Soder às 09h40
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O pior cego é o que não quer ver



A corrupção e a perversidade humana chegaram a um nível que ultrapassaram as soluções humanas. Basta dar uma olhada ao redor. Não precisa ser muito inteligente e nem de uma revelação especial para perceber que os sinais escatológicos estão se cumprindo de maneira muito precisa.
Mas há no meio do povo de Deus um ufanismo que não encontra respaldo bíblico.
As doutrinas da prosperidade, do sucesso e da realização pessoal tem anestesiado o povo de Deus para a verdade, de tal forma, que ele tem ignorado a proximidade do juízo.
O meio cristão está repleto de mercadores e aliciadores que, de forma interesseira, vêm prometendo boa vida ao povo, que se assemelham aos falsos profetas no tempo da invasão babilônica a Israel.
Hoje nós reverenciamos os nomes de Isaías e Jeremias. Mas no tempo em que eles exerceram seus ministérios, eram vozes solitárias a advertir o povo a respeito do juízo de Deus sobre a nação.
Hoje da mesma forma, todo aquele que, contrariando a pregação de um grande avivamento mundial, prega o juízo, é considerado pessimista, desmancha prazeres e sem esperança.
Talvez alguém possa argumentar que diante de tantas injustiças, mazelas e necessidades humanas, falar de juízo seria contradizer o aspecto gracioso e misericordioso de Deus. Mas isto seria querer sugerir que Deus é "injusto", uma concepção muito humanista a respeito dEle; apesar de Sua palavra afirmar que todo homem é indesculpável. Vê-se, hoje, um conceito em voga, advindo da psicologia, que além de, corretamente, entender as fraquezas humanas, tenta justificar e minimizar o pecado e suas consequências, tratando-as de "paradoxos". Nessa tendência vale tudo e todo aquele que apresenta uma solução bíblica e simples para o pecado, denominada de "clichê", é taxado de medíocre. Por isso o estilo pastoral mais apreciado do momento é o do "Pr Emo".
Não se trata de legalismo ou de domínio pelo medo, mas o juízo é necessário e terapêutico. Se, como diz a Escritura, nem a convicção do pecado e nem a convicção da justiça funcionarem, o Espírito Santo ainda tem, como último recurso, a convicção do juízo para tentar levar o homem ao arrependimento. Exatamente como alguém age com um filho tentando evitar um mal maior.
Isto de forma alguma contradiz a graça e a misericórdia de Deus, pelo contrário, o juízo glorificará a Deus e eliminará todo o pecado, a fim de nos fazer entrar naquele estado de santidade e perfeição que todos desejamos.
Se há um tempo em que o juízo está em sincronia com as circunstâncias descritas nas Escrituras, esse é o tempo.
A maldade se superou, transcendeu; está além de qualquer solução humana, política ou financeira.
"Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós..." Jr 29:8,9.
Em contra-partida a atitude do povo de Deus não pode ser isolacionista - "Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim" Mt 24:46.
Cuidado com os pregadores do sucesso que omitem o pecado, a justiça e o juízo.
O pior cego é aquele que não quer ver.

Pr Julio Soder





Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 16h32
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O mistério da vocação


Existem dois mundos, um contra o outro, dominados por duas vontades, a do homem e a de Deus, respectivamente. O velho mundo da natureza decaída é o mundo da vontade humana. Ali o homem é rei e sua vontade decide os eventos. Ele fixa os valores: o que deve ser estimado, o que desprezado e o que rejeitado. Sua vontade impregna todas as coisas: "Eu determinei", "Eu decidi", "Eu decretei", "Cumpra-se". Ouvem- se estas palavras continuamente brotando dos lábios dos homens pequeninos. Não sabem, ou se negam a considerar, que eles são para um dia, logo passarão e já não serão mais.
Todavia, em seu orgulho os homens afirmam a sua vontade e reivindicam a propriedade da terra.
Deus é admitido somente pela tolerância do homem. Deus é tratado como uma realeza visitante num país democrático. Toda gente leva nos lábios o Seu nome e (especialmente em certos períodos) Ele é festejado, celebrado e louvado. Mas, por trás de toda essa adulação, os homens se agarram firmemente ao seu direito de autodeterminação. Enquanto se permite a um homem que banque o hospedeiro, ele honrará a Deus com sua atenção, mas Ele deverá permanecer como hóspede, sem nunca procurar ser Senhor. A Deus não se permite decidir nada. O homem se inclina diante dEle e enquanto se inclina, manobra com dificuldade para esconder a coroa que tem sobre a própria cabeça.
Contudo, quando entramos no Reino de Deus vemo-nos noutra espécie de mundo.
Quão deleitáveis são os caminhos de Deus e as maneiras pelas quais a Sua vontade percorre! Não por força nem por poder, nem tampouco por capacidade inata nem por instrução recebida os homens são feito apóstolos, mas pela vocação eficaz de Deus. Assim é com todos os ofícios da igreja. Permite-se aos homens que reconheçam a vocação e que façam pública e agradecida confissão disso diante da igreja reunida, mas nunca lhes permite fazer a escolha. Mas onde os caminhos de Deus e dos homens se misturam e se fundem, há continuamente confusão e fracasso. Bons homens que, todavia, não foram chamados por Deus, podem, e frequentemente o fazem, tomar sobre si a sagrada obra do ministério. Como é triste a visão e como são trágicas as consequências, pois os caminhos do homem e os caminhos de Deus são contrários uns aos outros para sempre.
Será esta uma das razões que está por trás da nossa presente condição de fraqueza espiritual? Como pode a carne servir ao Espírito? Como é que vão servir ao novo segundo os caminhos do antigo! Disto provém o excessivo desenvolvimento dos péssimos métodos que caracterizam as igrejas dos nossos dias. Os ousados e auto afirmativos avançam e os fracos vão atrás sem lhes pedir provas do seu direito de dirigir. A vocação divina é ignorada, e a esterilidade e a confusão são o resultado.
É tempo de voltarmos a buscar a direção do Espírito Santo. O senhorio exercido pelo homem nos tem custado caro demais. A intrusa vontade do homem introduziu tal multiplicidade de métodos não espirituais e de atividades antibíblicas que categoricamente ameaçam a vida da igreja. Eles desviam milhões de dólares da verdadeira obra de Deus e desperdiçam horas de trabalho dos obreiros cristãos em tão grande número que chegam a ser constrangedores.
Os homens que se negam a cultuar o Deus verdadeiro agora prestam culto a si próprios com enternecida devoção. O retorno à sanidade espiritual espera o arrependimento e a verdadeira humildade. Permita Deus que logo voltemos a saber quão pequenos e quão pecadores somos.

A. W. Tozer - adaptado de um texto escrito há mais de 50 anos. Será atual?



Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 05h59
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Mensagem ao Pr Marco Feliciano

Pr Marco Feliciano,
Trato-o como pastor pois sei o que significa a imposição de mãos do presbitério. Pastor não é título, não é função, mas é um dom de Deus à igreja, concedido na pessoa do pastor, no qual ele nunca mais deixará de sê-lo, pois é irrevogável.
Por isso mesmo, erros desculpáveis às ovelhas não são admitidos na pessoa do pastor; a "quem muito é dado, muito lhe é exigido".
Se o amado pastor pensa estar imune às críticas e não ter satisfações a dar à igreja, que somos todos nós em que habita o Espírito, e pensa esconder-se atrás da sua autoridade pastoral e do "não toqueis nos meus ungidos", venho dirigir-me ao pastor como pastor que sou, de "ungido para ungido" (falo como fora de mim).
No momento em que a Igreja do Senhor vive uma situação paupérrima neste mundo, cedendo e desejando os seus valores, sendo manipulada comercialmente pelos seus líderes de forma escancarada e aberta, fazendo com que o mundo zombe de nós, o pastor aparece em vídeo confirmando tudo que falam, sem se preocupar em fugir da aparência do mal. Digo "mal" porque a prosperidade pregada em nosso meio é contrária aos princípios do Novo Testamento. A Bíblia deixa claro que prosperidade material é sinal de bênção para Israel. Para a igreja a bênção é espiritual e a palavra chave é "despojai-vos" e "vendei os vossos bens e dai esmola (quem prega isso?). Não misturemos as dispensações.
Esperava-se mais discernimento de um pastor conhecido como alguém com muita intimidade com o Espírito Santo.
O amado pastor é uma personalidade influente (praticamente uma celebridade) e formador de opiniões e com possibilidade de encaminhar ou desviar a muitos dos verdadeiros princípios da palavra de Deus, e se alguém "ensinar aos homens de forma desviada será considerado mínimo no Reino dos Céus" (Mt 5:19).
Essas atitudes têm levado muitos a colocar todos os pastores no mesmo saco, dificultando em muito o trabalho de evangelização.
Peço, como irmão e pastor, volte atrás desta mentalidade, rejeite as trinta moedas, ensine corretamente, pois o povo de Deus está prestes a ver, de novo, o Senhor entrar no templo e chutar a mesa dos cambistas.
Com temor, angústia e esperança no mundo porvir,

Pr Julio Cesar Soder
RG 587.056-RO






Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 04h08
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Teve lugar, ontem à noite, no Cenáculo Municipal, a Sessão Apostólica Extraordinária. A sessão se fez necessária tendo em vista o baixo nível espiritual da Igreja e de seus líderes e, antes que a situação se transformasse num "Deus nos acuda", o Colégio Apostólico decidiu reunir-se para definir os padrões mínimos de espiritualidade e ética. A medida tornou-se necessária pelo fato de o povo cristão ainda não saber andar no Espírito, tão acostumado que está a andar na lei. 
A certa altura da sessão a discussão tornou-se acalorada e os ânimos ficaram exaltados, principalmente da parte do apóstolo Tiago, presidente da mesa, que rebatia as acusações do apóstolo Paulo contra o apóstolo Pedro de fazer jogo duplo. Paulo vociferava e dizia que Pedro deveria legislar em um lugar em que ele ouvira falar, pros lados do Ocidente, produtor de queijo, em que as pessoas ficavam "em cima do muro".
Após longa discussão não se chegou a um consenso. Ficaram destacadas, a priori, duas opiniões divergentes, estabalecendo-se duas alas, para estudo mais profundo, em que os apóstolos iriam apresentar defesa  de suas respectivas posições. As opiniões divergentes ficaram divididas entre a  ala dos conservadores e a ala dos liberais.
Neste momento da sessão o plenário quase veio abaixo e balbúrdia se instalou. Alguns apóstolos alegavam que isto não levaria a acordo nenhum devido  a algumas posições de ambas as alas que eram inegociáveis.
Outros já faziam suas articulações. Teve até alguém no plenário, pessoa influente na comunidade, o renomado Simão, o mago,  que, pedindo a palavra, ofereceu total apoio financeiro à qualquer ala que negociasse uma participação na Secretaria do Espírito Santo; proposta que recebeu uma sonora vaia do plenário e cara feia dos apóstolos.
A grande dúvida de todos era saber quais os critérios que definiriam quem pertencia a que ala. Depois de algumas articulações e para que todos pudessem entender seria usada a definição corrente e popular de conservador e liberal, ficando estabelecido o seguinte:
  • Todo aquele que crê na inerrância das Escrituras tal qual foi escrita e interpretada segundo a boa exegese e no seu poder libertador, salvador e transformador das suas verdades com fé pura e simples deve se posicionar-se à ala conservadora. Esta posição, deixa claro o relatório, é ultra conservadora, simplista e "bitolada".
  • Todo aquele que questionar as Escrituras e interpretá-la segundo a boa exegese, levando-se em conta a cultura, a cosmovisão  e a capacidade de obediência de cada um deve posicionar-se à ala liberal.
  • Todo aquele que não estiver disposto, em nome da graça e da misericórdia, a aceitar, relevar e justificar os paradoxos, pecados e fraquezas humanas, ensinando-os a aceitarem-se como são, dando-lhes paz, como no caso dos irmãos que criticaram a irmã oxigenada, que se tornou atéia por causa de uma experiência religiosa pessoal negativa, e tentar transformá-los através das simples verdades bíblicas, consideradas pelo consenso geral como "clichês" e "chavões", deverá posicionar-se à ala conservadora. 
  • Todo aquele consciente de sua liberdade em Cristo Jesus e que dá publicamente à carne o que ela gosta, em nome da graça, da misericórdia e da autenticidade, e que ainda faz alarde disso sem se importar se isso escandaliza ou enfraquece a fé dos seus irmãos ou dá má fama à igreja, segundo os costumes locais, devem tomar sua posição junto a ala liberal.
Nessa altura, no momento em que a ala conservadora debatia a homoafetividade, apresentando um projeto para recuperação de homoafetivos, o plenário protestou com veemência, alegando desrespeito aos direitos humanos, à liberdade de pensamento e opção sexual. O barulho era ensurdecedor, levando o presidente da mesa a suspender a sessão.
Alguns apóstolos, não concordando com os critérios apresentados, saíram contrariados dizendo que independente do resultado, vão recorrer ao Supremo Tribunal Divino.
Um representante do Supremo, presente no local, já adiantou, não ultrapassando ao que está escrito, que o homem continua sendo julgado pelas suas obras, tendo como único atenuante o arrependimento, para que receba a sursis sanguinea do Senhor Jesus Cristo, citando o Código de Provérbios, confirmado em códigos mais atualizados, o Art. 28, parag. 13: "O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia".
As próximas sessões prometem ser "quentes". Parece que uma revolução se aproxima.
Se dependesse do voto popular, a ala liberal venceria disparado.
Atualmente ser conservador está em baixa; não é muito "in".
Alguns, aparentemente desligados, considerados pela maioria da população como alienados, com suas bocas fechadas e os olhos a gargalhar, quando perguntados acham que os apóstolos estão discutindo o sexo dos anjos. Dizem não esperar a restauração deste estado de coisas, mas sim uma nova pátria. Parecem de outro mundo.
Cada um que me aparece.

Pr Julio Soder

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança é mera coincidência.




Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 13h43
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Dono de café na Holanda transforma seu estabelecimento em ?igreja? para contornar lei antitabagista.

Os fumantes da cidade de Alkmaar, na Holanda, já têm à sua disposição a primeira igreja do mundo dedicada aos fumantes. É isso mesmo ? depois dos Atletas de Cristo, dos Artistas de Cristo e outras instituições do gênero, agora é a vez de os Fumantes de Deus conquistarem seu próprio espaço, onde a fumaça dos cigarros é considerada uma expressão de espiritualidade. Pelo menos, no entender do dono de um café da cidade, que transformou seu estabelecimento na Universal Igreja dos Fumantes de Deus. O comerciante Cor Bush tomou a iniciativa para contornar os efeitos de uma nova lei que proíbe o fumo em espaços públicos na Holanda, que entrou em vigor no último dia 1º de julho. 
A santa trindade venerada nessa igreja será ?a fumaça, o fogo e a cinza?, diz Cor Bush, que afirma querer defender a liberdade religiosa garantida pela Constituição holandesa, nação de maioria religiosa protestante. Os fiéis que aderem à curiosa congregação recebem um documento autorizando-os a acender seus cigarros dentro do recinto. Por mais ridícula que pareça a idéia, Bush garante que vários outros bares e cafés da região de Amsterdã, onde fica a cidade de Alkmaar, já demonstram interesse em se juntar à ?igreja? tabagista. ?A comunidade da igreja dos fumantes é livre de fumar para honrar Deus na santa paz?, encerra o empresário.

Fonte: Notícias Cristãs - Cristianismo Hoje


Comentário: Avisem-me quando surgirem "Os maconheiros de Cristo". Quem sabe eu apareça por lá para dar uns "tapas". É o fim da picada...querem fazer de Jesus um lacaio dos nossos desejos. Duvido que um fumante de alguns anos não queira largar o vício. E Jesus ainda liberta. Maranata!



Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 10h03
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Ao contrário daqueles que vêm demônios atrás de cada árvore, prefiro ver Deus em tudo. Afinal de contas toda iniciativa é dEle. Quando nós tomamos consciência e respondemos, já estamos a meio caminho andado do Seu plano. E achamos que é aí que começa a nossa história. Ainda nos vemos no centro da história. Ainda não temos noção das idéias que o nosso orgulho é capaz de produzir.
Também Ele não tem nenhuma obrigação de usar métodos segundo os padrões humanos. Ele pode se manifestar de forma incompreensível, confundido com um fantasma, causando confusão e terror a todos. Os humanistas ficam escandalizados quando Ele usa métodos "extra humanos" que eles reinterpretam como "desumanos". Quando tentamos explicar seus fins parecemos mais com tolos "amigos de Jó".
Nestes dias, internado neste hospital, pude perceber o quanto preciso de Sua presença. Alguns, "teologicamente corretos" podem contrapor que a Sua presença nunca se afastou. Concordo, mas eu posso me tornar alheio à ela. E aqui, despido de alguns dos meus "brinquedinhos", mas não dos meus pensamentos, vi que ainda há um último reduto em que posso tentar me esconder dEle. No próprio momento que escrevo este texto corro o risco de me afundar no perigoso e encantador terreno dos pensamentos e das idéias e perder a consciência da Sua doce presença, tão necessária ao meu viver.
A prisão dos pensamentos, idéias e divagações é a prisão mais terrível, pois ela nos dá a falsa sensação de que estamos conhecendo Deus quando na verdade estamos nos afastando dEle. Não estou defendendo a ignorância generalizada e nenhum sistema filosófico que, por acaso, se enquadre nesta descrição.
Imagino que Deus tenha vetado ao homem a árvore do conhecimento pois ele ainda não estava maduro para isso. E parece que ainda não está. (E tem gente que acha que estamos evoluindo!...). Conhecimento sem humildade só dá inchaço, diz Paulo.
Deus é para ser experimentado, a descrição é secundária (Ai, ai...lá vai dogma de novo).
Quão mais felizes são aqueles que não perscrutam mas deixam-se perscrutar, como criança desmamada no colo de sua mãe.
Jesus deu graças pelo Pai ter escondido coisas dos sábios e entendidos e as ter revelado aos pequeninos (simples).
Só a Sua presença abre e dilata os canais do amor e da genuína  revelação. Revelação sem a presença produz profetas de olhos secos e coração frio.
Só a Sua presença pode nos dar idéia da Sua grandeza e poder; e infundir em nós o temor e nos conduzir a verdadeira adoração.
Idéias e explicações sobre Deus te satisfazem?
Não tens tu sede de Deus, de Deus mesmo?
Pois Ele é tudo o que eu preciso...o resto, é adereço.




Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 02h13
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Ao entrar na rede, hoje, vi uma reportagem em que Ricardo Gondim vestia uma camiseta com a imagem do candidato à presidência dos EUA, Barack Obama. No texto, Gondim apresentava suas razões até de forma muito equilibrada.
Não discuto a sua preferência. Respeito a posição do Gondim. Admiro-o e o considero um homem de Deus e muito centrado. Não conheço suficientemente o assunto e nem os candidatos para ter argumentos para questionar a sua posição.
Mas conhecendo um pouco da natureza humana e o que a Palavra de Deus diz sobre ela, acho um pouco precipitado apostar tanto assim.
Não tenho nada contra Obama e nem torço pelo McCain. 
Obama tem carisma, idéias, personalidade impactante e aparente segurança.
Mas é isso mesmo que me deixa desconfiado.
O mundo ainda não perdeu a esperança de encontar um homem bom ou algo bom no homem. E é desta mentalidade que vai se valer o anti-cristo para ser aclamado o grande salvador (não que o Obama seja ele, de maneira nenhuma, mas é a questão da mentalidade propícia para o receber).
O triunfalismo da Igreja, alardeada pelas lideranças cristãs, na qual, dizem, Obama é uma peça chave, não é muito bíblica.
As Escrituras dão a entender que a Igreja é vitoriosa, nas não do jeito que ela imagina. Para que toda honra e toda glória seja de Deus somente, Jesus terá que salvá-la duas vezes. A primeira, espiritualmente, ele já fez. A segunda, fisicamente, ele fará arrebatando-a do caos que se aproxima.
Também não acho que devamos ser fatalistas e entregar os pontos, pelo contrário, devemos, até o último instante, representar e lutar pelos princípios de amor e justiça do Reino ao qual pertencemos.
Mas que eu espero uma vitória bem maior do que salvar este mundo (planeta), isto espero.
Quando ouço o povo apostando todas as suas fichas e esperanças em um homem, principalmente através dos meios políticos, fico com uma sensação de "deja vu", ou melhor, "de já vi esse filme".
Oxalá esteja eu enganado!
Achei interessante uma frase que o Volney Faustini me enviou esta semana: "Falar é barato e o silêncio é fatal". Acho que estou começando a aprender...
Se eu manifestar uma opinião equivocada, mas ela provocar o surgimento da verdade, louvado seja Deus. A glória é só dEle mesmo.
Por isso, ego, morra! Não há lugar para você neste Reino.

Pr Julio Soder

Reportagem no Pavablog
Ilustração: Tony Montano



Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 07h43
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O perigo é outro

A missionária Bráulia Ribeiro diz que o secularismo ameaça muito mais a cultura indígena do que a fé cristã.

Desde 2005, a agência missionária Jovens com Uma Missão, a Jocum, encontra-se no olho do furacão. Naquele ano, dois obreiros ligado à entidade, o casal Edson e Márcia Suzuki, que atuavam havia longo tempo junto à etnia indígena suruwahá, salvaram uma criança condenada à morte pela própria tribo. Nascida com hipotireoidismo, Hakani, a criança, deveria ser sacrificada ? o costume do infanticídio ainda é comum entre diversas nações indígenas brasileiras. A atitude, tomada em comum acordo com parentes da criança, fez o mundo desabar sobre a cabeça dos missionários. Acusados pela Fundação Nacional do Índio, a Funai (órgão ligado ao Ministério da Justiça que executa a política indigenista nacional), pelo Ministério Público e por setores acadêmicos de ?crime cultural?, os missionários, bem como outros obreiros da Jocum, foram obrigados a deixar as áreas indígenas. Em maio deste ano, outro ataque ? um diretor da Funai, Antenor Vaz, divulgou um dossiê contendo pesadas críticas à ação das missões religiosas que trabalham com indígenas em geral e à Jocum em particular. 

Leia toda a matéria...

Fonte: Cristianismo Hoje



Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 07h55
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Aos 50 anos, depois de 15 anos servindo como missionário na Amazônia, carregando, internando e cuidando de viciados, prostitutas, ladrões e toda espécie de gente oprimida pelas trevas, estou em BH para tratamento médico. Aqui, também, os pecados e a opressão são os mesmos, mas é diferente. O tratamento médico me obriga a restringir as atividades e isto me possibilitou conhecer o mundo da internet, os blogs (até abri um), os artigos, mensagens e pensamentos de outros homens de Deus. Sinto-me, no momento, um troglodita. Não somente pela complexidade da tecnologia que agora estou tentando lidar, mas principalmente pelas idéias e pensamentos de algumas pessoas que escrevem nesses blogs. Fala-se com tanta facilidade e fluência sobre Deus, as Escrituras, revelação, missões e tudo o mais que se relaciona à obra de Deus. Fala-se e critica-se com uma facilidade de espantar e me dá a impressão que os autores são verdadeiros monstros da fé, pois eu creio que a autoridade e as palavras de alguém são testadas pela sua vida e obra. Pela quantidade e certeza do que falam devem ter feito muitas coisas e terem sido muito usados por Deus. Por isso desejo conhecer estes irmãos e aprender com eles, ouvindo-lhes o testemunho das coisas que, através deles, Deus em Sua misericórdia operou, para que a minha fé seja edificada e fortalecida. Quero olhar nos seus olhos e ouvir as suas experiências e as suas dores ao contarem ao que renunciaram para servir ao Senhor, as suas lutas contra o pecado e apelos da carne. Quero ouvir deles as derrotas e vitórias que tiveram na caminhada e serviço. Quantas e quais privações passaram. Ouvir quantas pessoas Deus permitiu que evangelizassem. Quantas discipularam e pastorearam. Quantos obreiros e líderes treinaram. Quantas congregações tiveram a oportunidade de fundar. Não que o número importasse, mas que quantidade de esforço foi feito, porque cada unidade dessas já é uma obra, um universo. Quantas e quais revelações tiveram de Deus e em quais situações e como Deus revelou. Quantos e quais milagres e provisões de Deus presenciaram. Pela quantidade de material escrito terei muita coisa a ouvir e ficarei como os crentes de Antioquia, quando Paulo voltava de suas viagens, não a ouvir pregações e sim o relato de quão grandes maravilhas Deus tinha operado através dele.
Quem quiser vir comigo não esqueça o lenço. Quando há autoridade e unção o uso do lenço torna-se inevitável.
Pr Julio Soder


Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 11h51
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O mercado não se sacia nunca. Ele exerce a sua opressão e seu desejo de domínio não tem limites. Também não admite ninguém fora das suas garras. Quando encontra alguém fora do seu domínio, ele vai cercando o território com suas leis até sua vítima não ter mais para onde fugir e aí a suga mais e mais. Dá, dá é o seu lema.
O mercado agora avistou mais uma vítima que não estava sob o seu controle total. São os motociclistas.
Apesar de já ter os motociclistas (veículo de quem tem pouco dinheiro, quem tem compra carro) debaixo do seu jugo com a cobrança de IPVA, Seguro (caríssimo se comparado ao valor do veículo), Licenciamento e mais taxas e correrias para sustentar aquela máfia que vive do setor, agora, em nome da segurança de trânsito, as exigências estão maiores.
É que o mercado descobriu que as algemas dos motociclistas ainda não estavam bem apertadas. Descobriu que motociclista não é escravo do transporte coletivo e nem da Petrobrás. "Estava muito barato para eles rodarem para lá e para cá e ainda não sofrerem com o congestionamento. Quem quer ter tamanha liberdade e autonomia deve pagar caro".
Então o mercado encomendou reportagens, numa campanha velada contra os motociclistas, para justificar o espólio.
Em nome da segurança do trânsito pagou matérias para levar a opinião pública a pressionar as autoridades, dizendo que o número de acidentes de trânsito envolvendo motos aumentara consideravelmente (na verdade, o índice continua o mesmo; o número de acidentes aumentou porque o numero de motos também aumentou).
A mídia constantemente exibe filmagens de algum engraçadinho fazendo gracinhas em uma moto, tentando sensibilizar e convencer a população e as autoridades de que os motociclistas são irresponsáveis e imprudentes (o que não é verdade: a grande maioria deste tipo de acidente acontece porque neste país há um desrespeito aberto aos motociclistas - o maior detona o menor). Os motoristas de veículos maiores não são ensinados a conviverem com as motos no trânsito. 
Já chegaram até a falar em proibir as motos de circular no corredor entre os carros - ridículo - quer aumentar os congestionamentos? Moto foi feita para isso. Moto não é carro para ficar ocupando o espaço de um.
A implicância e as exigências sobre os motociclistas estão sendo vergonhosas.
Eles não sabem mais o que fazer para arrancar o dinheiro do povo deste país.
Vocês querem acabar com a gente? Pois não vão, não. A gente se prolifera, bicho.

Veja o vídeo: MOTOBOY



Escrito por userID: 186498213652firstName: Julio Cesar às 21h28
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A história em tempo real

27.9.08
A história em tempo real
E agora, José?
A festa acabou,a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

Por favor, toda atenção! Não me refiro ao que vou escrever. Precisamos acompanhar o desenrolar da história. Chegamos a uma dessas esquinas principais, onde a humanidade vai dar uma guinada que marcará o futuro para sempre. Não perca nenhum capítulo!

A crise financeira, a quebradeira dos bancos, a queda das bolsas, o enfraquecimento do dólar, não são acontecimentos pontuais e passageiros, facilmente contornáveis com uma intervenção. Testemunhamos outra realidade: o fracasso das políticas neoliberais que perdem força e já não conseguem continuar na superfície das águas tumultuadas da especulação financeira.
Assistimos ao começo do fim do império econômico da minúscula Wall Street; o fim do ufanismo estadunidense; e a vingança da Europa pós-guerra, unida agora pelo "mighty” euro. O trilhão e cem bilhões gastos no Iraque vão fazer falta no esforço de resgatar o sistema bancário do Tio Sam.
Atentemos para o dia a dia. E nos preparemos para tempos difíceis. Enfrentaremos uma recessão brutal, com desemprego em massa devido a falta de liquidez dos mercados. A festança capitalista minguou. A soberba da Grande Potência, endividada até o último fio de cabelo, será abatida. (aconselho aos emigrantes, que foram em busca de um Shangrilá, voltem, é melhor passar necessidade em casa, perto da família).
O mundo nunca mais será o mesmo. A economia capitalista bateu no fundo do poço. Desabou o último mito da modernidade. Um evangélico, que se gabava de buscar a sabedoria divina, presidiu a mais devastadora crise econômica desde a Grande Depressão de 1929. George W.
Bush entrará para a história como um líder incompetente. Além de beligerante, não coibiu a volúpia dos especuladores ávidos por dinheiro fácil. Mais uma vez, a grande Babilônia, que não tem escrúpulos de negociar com a alma dos homens, rasteja endoidecida.
Acompanhemos o noticiário com interesse dobrado. Somos testemunhas oculares de um marco importantíssimo da história. Só não nos esqueçamos de lamentar e chorar. Além de triste, mais uma vez os pobres pagarão o pesado da conta.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim

Escrito por Pr Julio Soder às 20h51
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Espiritualidade

02/10/2008 - 16:34 por Eugene Peterson
O que há de errado com a nossa espiritualidade?
Sabemos que o Espírito Santo, ao longo de toda a Bíblia, fornece ao homem o mapa da verdadeira espiritualidade.

Falar de espiritualidade neste mundo do século XXI é falar de um tema cuja relevância salta aos olhos. Diante de uma sociedade faminta por significado existencial, sedenta pelas coisas da alma humana e cada vez mais curiosa sobre Deus, é fundamental que a Igreja de Cristo não se furte a ensinar e pregar as Sagradas Escrituras. Na verdade, isso sempre foi necessário desde a proclamação do célebre “Ide” – mas há hoje uma urgência contemporânea pela anunciação das boas novas do Evangelho, porque somos cercados por “espiritualidades” que, ignorando a pessoa de Jesus, desenvolvem-se a partir das muitas e variadas experiências de cada um. Sabemos que o Espírito Santo, ao longo de toda a Bíblia, fornece ao homem o mapa da verdadeira espiritualidade. As histórias que ela conta nos convidam a um outro mundo que não o nosso – um mundo maior que nós mesmos. As histórias bíblicas nos convidam ao mundo da criação, da salvação e da bênção de Deus.
Evidentemente, todo o cânon sagrado é um texto integral – mas o evangelho de Marcos, o segundo livro do Novo Testamento, tem certa primazia. Afinal, ninguém nunca havia escrito um evangelho cristão quando Marcos escreveu o dele. Com isso, criou um novo gênero. Sua forma de escrever que logo se tornou fundamental e formativa para a vida da Igreja e do cristão. Isso veio contrastar com a preferência antiga pela criação de mitos, prática que reduzia os humanos a meros espectadores do sobrenatural. Também vai de encontro à predileção moderna pela filosofia moral, concepção que nos torna responsáveis por nossa própria salvação.
A história narrada no evangelho segundo Marcos é o relato verbal da realidade que, como seu assunto – a Encarnação – é, ao mesmo tempo, divina e humana. Ela revela algo que jamais concluiríamos por nossa própria observação, experiência ou suposição; e, ao mesmo tempo, nos envolve, colocando-nos na ação como receptores e participantes, sem jogar para nós a responsabilidade de fazer tudo dar certo. As implicações disso para nossa espiritualidade são enormes, já que a forma, por ela mesma, nos protege das duas principais práticas que levam a pessoa a se afastar do caminho certo: a de viver como espectador leviano dos fatos, exigindo sempre atrativos novos e mais exóticos vindos do céu; ou como moralista ansioso, aquele que toma sobre seus ombros todas as cargas do mundo. A própria forma do texto molda em nós reações que tornam muito difícil sermos simples espectadores ou moralistas. Não estamos diante de um texto que podemos dominar. Pelo contrário – somos dominados por ele.
A espiritualidade é a atenção que damos à alma, ao mundo interior invisível de nossa vida – um mundo que é a essência de nossa identidade, esta alma à imagem de Deus que engloba toda nossa individualidade e glória. A espiritualidade pode parecer uma coisa maravilhosa, mas vinte séculos de experiência cristã diminuíram bastante o entusiasmo que ela outrora provocava. E sua prática não se mostra tão maravilhosa. Olhando para nossa história, não nos admiramos ao verificar que a espiritualidade costuma ser vista com desconfiança, quando não com hostilidade declarada. Isso acontece porque, na prática, e com muita freqüência, ela se transforma em neurose. Em nossos dias, temos visto a espiritualidade – ou uma suposta espiritualidade – descambar para o egoísmo, principalmente quando vira mera pretensão.
Mas como isso pode acontecer? A resposta é simples: isso acontece quando nos afastamos da história do Evangelho de Cristo e adotamos a nossa própria experiência, e por quê não dizer, a nós mesmos como elemento fundamental e autorizado da espiritualidade. Passamos a fazer a exegese em nós mesmos como se fôssemos textos sagrados. Não jogamos o Evangelho fora; contudo, ele fica na prateleira e pensamos que lhe conferimos honra consultando-o de vez em quando, como uma obra de referência indispensável. Por outro lado, nossos orientadores espirituais nos ensinam que somos seres gloriosos e almas preciosas. Somos levados a acreditar que nosso anseio pela santidade, bondade e verdade é magnífico. Mas a espiritualidade não está em nós mesmos, pois o próprio Deus revelou que ela está em Jesus. Como em tudo nesta vida, espiritualidade é coisa que se aprende – e o evangelho segundo Marcos é um texto didático para se entender o que é a espiritualidade.
Tomamos o texto e lemos a história de Jesus, uma história estranha. Na verdade, o evangelista conta muito pouco do que nos interessa em uma história. Não ficamos sabendo sobre Jesus praticamente nada do que queremos saber. Não há descrição da sua aparência; nada ali é dito sobre sua origem, sobre quem eram seus amigos. Informações sobre a educação que recebeu, ou sobre sua família, são inexistentes. Fica difícil avaliar ou entender uma pessoa sem esses dados. E também há muito pouca referência ao que o filho de José e Maria pensava e sentia, suas emoções e lutas interiores. Embora Jesus seja a pessoa mais citada, o texto é surpreendentemente reticente quanto a ele
A certa altura, porém, entendemos que se trata de uma história sobre Deus e sobre nós. Jesus é a revelação de Deus; então, quando nos defrontamos com ele, encaramos o que há em Deus. A narrativa abrange outros personagens, claro, e são muitos: os doentes, os famintos, as vítimas sociais, os excluídos. Mas Jesus é sempre o centro. Nenhum evento acontece e nenhuma pessoa aparece sem ele. Ali, Cristo subsiste tanto no contexto quanto no conteúdo da vida de todos. A espiritualidade, a atenção que dedicamos à nossa alma, transforma-se quando permitimos que o livro de Marcos dê forma a nossa prática. O texto nos ensina essa percepção: linha após linha, página após página, o conteúdo é sempre o mesmo: Jesus, Jesus e mais Jesus. Nenhum de nós é capaz de fornecer o conteúdo de nossa própria espiritualidade, pois ela nos é concedida por Jesus. O texto não dá margem a exceções.

A morte de Jesus – Lendo o texto do Evangelho conforme o escreveu Marcos, logo descobrimos que toda a história se canaliza para a narração dos acontecimentos de uma única semana da vida de Jesus – justamente a semana crucial da paixão, morte e ressurreição do Filho de Deus. E, dos três eventos, sua morte é apresentada com mais detalhes. Se nos pedissem para dizer com o menor número possível de palavras qual é o conteúdo do livro de Marcos, deveríamos responder: “A morte de Jesus”. A princípio, não parece um conteúdo muito promissor, especialmente para os que procuram um texto que os oriente na vida, capaz de alimentar a alma. Mas é assim. A história possui dezesseis capítulos. Nos oito primeiros, Jesus aparece vivo, passeando sem pressa pelas vilas e caminhos da Galiléia, levando vida às pessoas. De repente, bem na hora em que atrai a atenção de todo mundo, Marcos começa a falar sobre morte. Os oito capítulos finais de seu evangelho são dominados por palavras de morte.
O prenúncio da morte de Cristo assinala também uma mudança de ritmo. A narrativa, na primeira metade do livro, apresenta características de tranqüilidade e descreve os movimentos do Mestre em um ambiente quase idílico. Porém, isso muda diante da tragédia anunciada, a partir do momento em que Jesus dirige-se diretamente para Jerusalém, onde seria martirizado. Urgência e gravidade passam a caracterizar a narrativa. Muda a direção, o ritmo, o clima. Jesus é explícito em três ocasiões: ele irá sofrer, será morto e ressurgirá, conforme se lê, respectivamente, em Marcos 8.31; 9.31; e 10.33-34. E acontece a morte, descrita em seus horrores com detalhes e a precisão digna de um arguto observador. Nenhum outro acontecimento da vida de Jesus foi contado com tantas minúcias. Não há como duvidar da intenção de Marcos de deixar bem claro que o enredo, a ênfase e o significado de Jesus residem em sua morte. E o evangelista faz questão de definir este sacrifício como voluntário. Jesus não era obrigado a ir para Jerusalém; fê-lo por sua própria vontade. Explicitamente, concordou com sua própria morte. Logo, não foi um episódio acidental, tampouco inevitável. Ele aceitou a morte para que os outros pudessem receber vida – ou, conforme o texto, veio para “dar a sua vida em resgate por muitos”.
Sintomaticamente, cada um dos três anúncios explícitos da morte de Cristo é concluído com o anúncio da ressurreição. A história daquele evangelho, como um todo, se encerra com o testemunho da ressurreição. Isso não dá menor valor à morte, mas a torna muito diferente do que estamos acostumados a pensar. As idéias de tragédia e procrastinação são as palavras que caracterizam a atitude de nossa cultura diante da morte. Herdamos dos gregos esta visão trágica da finitude humana. Eles escreviam textos primorosos sobre mortes trágicas – vidas ceifadas por obra de forças grandes e impessoais, circunstâncias indiferentes ao heroísmo e esperança do ser humano.
Já a tentativa de procrastinar a morte ao máximo é legado da medicina moderna. Em nossa cultura, a vida é reduzida a batimentos cardíacos, circulação sangüínea, impulsos cerebrais. Como as pessoas só levam em conta sobre a vida o que a biologia pode estudar – sem enxergar sentido, espiritualidade, nem eternidade –, as tentativas de afastar, adiar e negar a morte são cada vez mais intensas. O detalhe é que não houve procrastinação na morte de Jesus. É necessário, portanto, irmos contra nossa cultura, permitindo que o vigoroso relato de Marcos molde nosso entendimento de modo a entendermos nossa própria morte dentro das ricas dimensões e relações da história de Jesus.

O asceta e o esteta – Bem no centro do evangelho segundo Marcos há uma passagem que pode ser considerada o cerne da espiritualidade do texto e consiste de duas histórias. Na primeira, Jesus chama os discípulos à renúncia, quando eles partem para Jerusalém. É a dimensão asceta da espiritualidade. Já o segundo relato, o da transfiguração de Cristo no Monte Tabor, fornece a dimensão estética dessa mesma espiritualidade. As histórias são cercadas, nas duas extremidades, por afirmações da verdadeira identidade de Jesus como Deus entre nós. Pedro afirma: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. No final, uma voz vinda do Céu declara: “Este é o meu Filho amado. Ouçam-no!”. Era o testemunho humano sendo legitimado pela confirmação divina.
Essas histórias possuem uma conexão orgânica, um ritmo binário e uma teologia espiritual única. Elas reúnem os movimentos ascetas e estéticos, o sim e o não que atuam juntos no coração da teologia espiritual. O ascetismo aparece circunscrito nas palavras do Salvador, que são breves e diretas: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34). Fica evidente que Jesus vai a algum lugar e nos convida para irmos com ele. É um convite, sim, à renúncia. Sempre há um forte elemento ascético na teologia verdadeiramente espiritual. Seguir Jesus implica em não seguir nossos impulsos, apetites, caprichos e sonhos, pois tudo isso foi danificado pelo pecado. Seguir Jesus significa não seguir as práticas de procrastinação e negação da morte, mesmo em uma cultura que, pela busca obsessiva da vida sob a inspiração de ídolos e ideologias, acaba encontrando uma existência tão restrita e degradada que dificilmente merece o nome de vida. Mas a arte de dizer “não” nos deixa livres para seguir Jesus.
Na monumental obra escrita por Marcos, o esteta aparece ao lado do asceta. É o “sim” de Deus em Jesus. Pedro, Tiago e João o vêem transfigurado na montanha, em uma nuvem brilhante, na companhia de Moisés e Elias. Os discípulos viram a beleza da glória do Senhor, e é ela que acabamos por experimentar ao nos aproximarmos do Pai. Há sempre um componente estético forte na verdadeira teologia espiritual. Subir ao monte com Jesus significa deparar-se com uma beleza de tirar o fôlego. Permanecer na companhia dele é contemplar sua glória e escutar a confirmação divina da revelação nele. Aqui está o segredo do Jesus transfigurado. Ele é a forma da revelação, e a luz não cai do alto sobre essa forma, nem vem de fora – antes, brota de seu interior. A única reação adequada a essa luz é manter os olhos abertos para observar o que está sendo iluminado: adoração.
O impulso estético na teologia espiritual relaciona-se a treinar a percepção, isto é, aprender a apreciar o que está sendo revelado em Jesus. Não somos bons nisso, pois o pecado prejudicou nossos sentidos. O mundo, apesar de alardear a celebração da sensualidade, é implacável em anestesiar e esquecer o que é sentir, restringindo a estética ao que se pode encontrar em museus ou jardins. Nossos sentidos precisam de cura e reabilitação para se tornarem adequados a receber e responder às visões e aparições do Espírito Santo de Deus.Nosso corpo, com seus cinco sentidos, não é empecilho para a vida de fé. Nossa sensibilidade não é barreira para a espiritualidade, e sim, o único acesso a ela.
Marcos escolheu mostrar Jesus como a revelação de Deus e fez um relato completo da sua obra na salvação. Somos convidados a participar por inteiro da história de Jesus, e o evangelista nos mostra como fazer isso. Ele não se limita a contar que Jesus é o Filho de Deus; nem a nos dizer que nos tornamos beneficiários de sua expiação. Ele nos convida a morrer a morte de Jesus e a viver sua vida com a liberdade e a dignidade dos participantes. E eis aqui um fato maravilhoso – ficamos no centro da história, sem nos transformarmos nos seus principais protagonistas. Habitualmente, e os crentes sabem bem disso, sempre é perigoso o interesse do indivíduo em si mesmo. A obsessão com as questões da alma fazem com que Deus passe a ser visto como mero acessório da experiência pessoal. É preciso muita vigilância – e a teologia espiritual é, entre outras coisas, o exercício dessa vigilância.
Por isso o evangelho de Marcos é um texto básico para se entender a espiritualidade humana. Suas histórias sobre vida e morte, crucificação e ressurreição, nos mostram e nos ensinam sobre negação e afirmação. Mas não se limitam a isso. Também levam-nos adiante em fé e obediência, para a vida que só se completa, por fim no não definitivo e no sim glorioso do Jesus crucificado e ressurreto.

First published in Leadership, copyright © 2007. Used by permission, Christianity Today International.

Escrito por Pr Julio Soder às 12h19
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PARA PENSAR

No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.
Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio.

Richard Halverson

Fonte: http://thiagomendanha.blogspot.com/

Escrito por Pr Julio Soder às 22h26
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LEVITAS NA FORCA - S. Pavarini

– Agora só falta escolher o nome para a banda.
– Isso é fácil. Meu irmão tem o dom de achar nomes legais na Bíblia.

Para muita gente do rebanho, a Palavra de Deus funciona como uma espécie de coleção de livros com múltiplas utilidades. O pastor vê o povo abatido e decide pregar sobre o valor da fé. Basta uma Chave Bíblica em mãos para literalmente abrir os textos que serão “encaixados” em sua mensagem dominical.

No ministério de música, o expediente é usada com pobreza similar. A escassez de referências neotestamentárias sobre música praticamente empurrou alguns para o Antigo Testamento. Com o mesmo tipo de método preguiçoso que caracteriza a preparação de mensagens de alguns pregadores, bastou pinçar um versículo ali e outros acolá para “restaurar” o ministério levítico.

A estratégia tem-se revelado bem-sucedida, afinal boa parte dos músicos não conhece o que toca, não analisa o que canta e não reflete sobre o que diz crer. A categoria tem uma garganta hipertrofiada que lhes permite deglutir heresias de calibre variados. Brigam com a liderança por causa de sapos minúsculos, mas abrem a boca (e a guarda) para engolir teorias pra lá de questionáveis.

A maioria dos pretensos levitas desconhece princípios elementares das Escrituras. Afinal, é bem mais fácil usar expedientes cômodos como empunhar um shofar ou batizar a banda com a palavra “arca”. Da aliança, não a de Noé, ressalte-se. Desconheço levitas que em suas igrejas exerçam função de juízes (Dt 17.8,9) ou sejam responsáveis por zelar pela saúde dos quem têm lepra (Dt 24.8), por exemplo.

Com uma espécie de toque de Midas ao contrário, para a tribo de incautos a Bíblia deixou de ser fonte de inspiração ilimitada para tornar-se mera camisa-de-força. Em “ministrações” lamurientas, há quem confesse querer “ir além do véu”. Na verdade, o tecido que lhes venda os olhos parece ser ainda mais espesso que aquele rasgado de cima a baixo no momento da morte do Senhor. O triste é que não temos Saramagos ou Meirelles para transformar esse tipo de cegueira em arte...

Ululante lembrar que o arcabouço frágil reflete-se na produção musical fugaz e medíocre. Em certas plagas, começam a aparecer soluções um tanto inusitadas para contornar o problema da falta de inspiração (e transpiração). No ano passado, uma Igreja Metodista de Chicago usou U2 durante a celebração da Ceia, repetindo o que havia acontecido em várias igrejas, incluindo a emblemática Hillsong Church, na Austrália.

No início de maio, o set list na igreja NewSpring Church incluía I surrender all(Tudo entregarei) e The best of you, do Foo Fighters. Aqui no Brasil, na semana seguinte as crianças da Ibab se prepararam para homenagear as mamães ao som de uma curta e elegante versão instrumental de Eu sei que vou te amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).

Oro com fervor para que os levitas brasileiros jamais abracem esse tipo de estratégia. A julgar pelo mau gosto recorrente, certamente introduziriam nos cultos as obras poéticas de Sandy & Júnior e Amado Batista. Tarimbados em criar extravagâncias supostamente bíblicas, certamente evocariam o nome um tanto “eclesial” do cantor brega goiano. Gol contra para os presbiterianos que não têm seu “amado”. =]

Na década de 80, Steven Patrick Morrissey cantava sobre o pânico instalado nas ruas de Londres e de Birminghan. No final de Panic, canção do álbum Rank, a sentença contra os DJs era explicitada:

Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed D.J.

Porque as músicas que eles sempre tocam
Não me dizem nada sobre a minha vida
Enforquem o abençoado DJ

Tomo emprestado os versos dos Smiths para inspirar minha oração pelos levitas, rogando que Deus lhes abra os olhos do coração e as janelas da alma. No patíbulo, uma união simples já resolve tudo. Basta trocar “a corda” por “acorda”. Acooordem, levitas! Nossos ouvidos lhes serão eterna e ternamente gratos.

FONTE: S. Pavarini - 03/06/08 - Pavablog ( http://pavablog.blogspot.com )

Escrito por Pr Julio Soder às 16h47
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